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Trânsito na Rua Etienne Stawiarski será interrompido nesta quarta-feira (15/07) para manutenção das Esculturas do Paredão

14 de julho de 2026 -
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Motoristas e pedestres que utilizam a Rua Etienne Stawiarski, em Orleans, devem ficar atentos. O trânsito na via, localizada às margens do Rio Tubarão, será interrompido nesta quarta-feira (15/07), das 7h às 12h, para a realização da manutenção das Esculturas do Paredão. A ação será executada pelo Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), por meio do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, em parceria com Prefeitura de Orleans.

Conforme a diretora do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel, Valdirene Böger Dorigon, a equipe do Museu será responsável pela aplicação do herbicida. Já a Prefeitura de Orleans, por meio das secretarias de Cultura e Turismo e de Infraestrutura, disponibilizará um caminhão muke para aplicações do herbicida e com equipe para auxiliar na poda de árvores e na limpeza da via.

De acordo com o conservador e restaurador de bens culturais do Museu, Idemar Ghizzo, a aplicação do produto é essencial para manter o controle da vegetação na área esculpida coom o intuito de preservar as obras. “Vamos aplicar um produto que inibe o crescimento da vegetação fixada sobre as esculturas. Este é um trabalho realizado a mais de uma década o que torna possível o controle pontual da vegetação”, explica.

Paredão

Localizadas na Rua Etienne Stawiarski, às margens do Rio Tubarão, as Esculturas do Paredão estão a mais de 20 metros de altura e são mantidas pelo Unibave, por meio do Museu ao Ar Livre Princesa Isabel. O trabalho de conservação é realizado anualmente em parceria com a Prefeitura de Orleans.

A ideia de esculpir o paredão surgiu em 1977, em um projeto que previa a execução de 26 painéis. A obra começou em 1980 e foi interrompida em 1987. O projeto foi idealizado pelo padre João Leonir Dall’Alba, fundador da Fundação Educacional Barriga Verde (Febave), mantenedora do Unibave, que contratou o artista Zé Diabo para executar os trabalhos. Em 1984, a Fundação Catarinense de Cultura passou a apoiar a iniciativa por meio de um convênio, mas as obras acabaram sendo suspensas por falta de recursos.

Esculpidos diretamente na rocha, os painéis variam entre 3 e 10 metros quadrados e retratam cenas bíblicas, como a Primeira Missa no Brasil, a Catequese dos Índios, a Criação do Homem, o Sacrifício de Abraão, a Passagem do Mar Vermelho, o Templo do Rei Salomão, os Dois Últimos Profetas do Antigo Testamento, a Anunciação e o Nascimento de Cristo. A visitação ao local é gratuita.