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Semana Nacional de trânsito de 2012 - Parada obrigatória para a reflexão

16 de outubro de 2012
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MSc. Carla Giovana Dagostin – Psicóloga Perita Examinadora de Trânsito credenciada no DETRAN/SC. Docente do Curso de Psicologia do Unibave.

O Brasil é um dos países com maior taxa de mortalidade e mutilações registradas no  mundo  em  acidentes de trânsito (AT). Atualmente os acidentes de trânsito são vistos  como problema complexo e multidimensional  e que impacta diretamente sobre a saúde pública. Em  março de 2011 a  ONU em consonância   com  os  178 países  signatários, da qual o Brasil faz parte,   estabeleceu a Década de Ações para a Segurança no Trânsito de 2011 a 2020 com a meta de  reduzir acidentes de trânsito em todo o mundo.

Entre 18 e 25 de setembro foi comemorada em todo território nacional, Semana Nacional de Trânsito, cujo tema desse ano dentro da Década Mundial de Ações para a Segurança de Trânsito-2011/20,  foi “Não exceda a Velocidade, Preserve a Vida”. Um bom período para reflexão, mas nada a comemorar. A intenção do CONTRAN  ao adotar essa campanha é chamar a  atenção para dois aspectos: a  velocidade como um dos   principais fatores de risco quanto à fatalidade dos acidentes de trânsito,   é levar  os motoristas  jovens entre 18  a 25 anos  a refletir  sobre essa temática, pois é o  grupo mais vulnerável  e de maior exposição aos AT.

No país,  os dados  de 2010  divulgados pelo Ministério das Cidades, apontam que  cerca de 42.844 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito.    Nos últimos anos a frota de veículos no pais  tem aumentado, principalmente de motocicletas.   Um levantamento realizado pelo Ministério da  Saúde aponta que os  motociclistas são as  maiores vítimas dos acidentes lotando as emergências dos  hospitais e internação nos CTIs , com lesões graves e múltiplas seqüelas.  

Esses dados apontam  que  o ser  humano ainda   tem se mostrado   como o  fator desencadeante da violência  no trânsito. Observamos isso cotidianamente no comportamento dos motoristas ao desrespeitar as normas de segurança como uso abusivo da velocidade, pressa, imprudência, falta de atenção,  ingestão  de álcool entre outros comportamentos de risco que não combinam com o dirigir seguro. Cabe destacar que transitar é conviver em coletividade num espaço regido por regras. Nesse espaço é fundamental o respeito ao outro sem distinção de classe social, sexo, raça, idade e cultura. Onde todos têm os mesmos direitos e deveres e todos correm os mesmos riscos.   Nesse sentido, a responsabilidade deve ser compartilhada no intuito de preservar  a  vida,   a  minha e a do outro.