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Palestra no Unibave alerta sobre a “nova face do racismo digital”

15 de abril de 2026 -
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Acadêmicos da 3ª fase do curso de Pedagogia do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) participaram, na terça-feira (07/04), de uma palestra que abordou a automação do preconceito. A atividade integrou a disciplina de Cultura Digital e Educação, e contou com a participação da professora e doutoranda em Educação, Cíntia dos Santos (PPGE/Unesc). Ela apresentou os resultados de sua pesquisa e destacou a urgência do debate, ainda que tardio a respeito da “reconfiguração do racismo no território digital”.

Cintia explicou que o problema não desapareceu com o avanço da internet, mas se sofisticou, passando a se manifestar por meio de linhas de código e sistemas que influenciam a forma como as pessoas percebem o mundo. “Os algoritmos não apenas reproduzem, mas amplificam desigualdades estruturais”, pontuou.

A pesquisadora ressalta que tanto os sistemas de Inteligência Artificial quanto os algoritmos das redes sociais não são neutros. Diferentemente das manifestações explícitas, o chamado “racismo algorítmico” atua de forma silenciosa, alimentado por bases de dados que refletem o histórico de desigualdade da sociedade.

Ferramenta de resistência

Para enfrentar esse cenário, a professora defende a importância de processos educomunicativos antirracistas. “Não basta apenas consumir tecnologia. É preciso alfabetizar a sociedade para compreender como ela é construída e a quem serve”, afirma.

De acordo com o professor do Unibave, Everson Semler Matias, responsável pela disciplina de Cultura Digital e Educação, a palestra reforçou que a resistência no ambiente digital passa pela democratização do conhecimento técnico e pela adoção de políticas de transparência algorítmica. “É preciso transformar a educação em um escudo crítico contra a opressão digital, garantindo que o futuro da tecnologia seja, de fato, inclusivo e equitativo”, conclui.