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Ovelha tem pata amputada e viverá no campus universitário do Unibave

03 de junho de 2016 -
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anexo_9293_16713Alguns casos de doenças graves em animais parecem não ter solução, e a única alternativa que o dono encontra é sacrificar o animal. Em uma propriedade criadora de ovinos, na cidade de Tubarão, foi registrado o caso de uma ovelha em estágio avançado de miíase, popularmente conhecida como “bicheira”, na qual, aparentemente, a única alternativa seria sacrificar o animal, que apresentava uma grave lesão no membro posterior.

Segundo o médico veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária do Unibave, Guilherme Valente de Souza, dentre as enfermidades acometidas nos ovinos, a miíase é a mais frequente. “Essa doença é uma condição patológica que se dá pela invasão de larvas de moscas nos tecidos vivos, a qual provoca lesões”, explicou Souza.

O acadêmico Marlon Freitas, do curso de Medicina Veterinária, soube do caso e encaminhou o animal para uma possível solução do problema. A ovelha foi doada e há cerca de três semanas chegou ao Hospital Veterinário Unibave – HVU. Médicos veterinários, pesquisadores e acadêmicos do grupo de trabalho voluntário de grandes animais passaram a estudar o caso, e mesmo sendo uma grave lesão, constaram que não precisaria sacrificar o animal, a alternativa seria amputar o membro lesionado.

De acordo com Souza, o animal encaminhado ao HVU apresentava uma lesão muito grande no membro posterior, o fato poderia ter ocorrido devido a um corte na parte superior do casco, e por alguma razão não houve a identificação primária. “A doença ocorre quando as moscas fêmeas da espécie Cochliomyia hominivorax depositam os ovos sobre feridas, abrasões cutâneas, tecidos traumatizados ou orifícios naturais”, citou Souza.

O professor da disciplina de Clínica Cirúrgica Veterinária, Ewerton Cardoso, com o auxílio dos acadêmicos da sétima fase do curso, realizaram o procedimento cirúrgico para a amputação da pata do animal. Segundo o professor, a cirurgia foi realizada com sucesso, e o animal apresentou uma boa recuperação no pós-operatório.

Para o acadêmico Gabriel Pereira Berti, que participou da cirurgia, “são casos clínicos como este, atendidos aqui no HVU, que fazem com que os futuros Médicos Veterinários, aqui formados no Unibave, tenham excelência na sua formação”.

Agora, com três patas, mas totalmente curado, o animal vive saudável no Hospital Veterinário Unibave, sua estadia lá é temporária, segundo Guilherme o próximo passo é providenciar um lugar para ela viver no campus do Unibave ou na área verde, reservada, do Museu Ao Ar Livre Princesa Isabel.