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Grupo de Estudo Diversidade do Unibave promove reflexão sobre práticas antirracistas

28 de agosto de 2026 -
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Onze colaboradores participaram do segundo encontro do Grupo de Estudo Diversidade do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave). A proposta é realizar reuniões mensais, na terceira terça-feira de cada mês, criando um espaço de diálogo, escuta e reflexão sobre questões presentes na sociedade. No encontro deste mês, o debate teve como ponto de partida o livro Pequeno Manual Antirracista, da filósofa e ativista Djamila Ribeiro.

A obra aborda diferentes dimensões do racismo e propõe reflexões sobre atitudes e práticas que podem contribuir para o enfrentamento da discriminação racial. A partir da leitura, os participantes puderam compartilhar percepções e discutir como essas questões estão presentes nos diferentes espaços da sociedade e da instituição.

Diálogo a partir das experiências

Para a colaboradora do setor de Comunicação e Marketing, Laura Rayne Lopes da Silva, participar do Grupo de Estudo Diversidade tem sido uma experiência de aprendizado e reflexão. “Como pessoa parda, encontrar um espaço seguro para falar, ouvir e compartilhar experiências tem sido significativo. As trocas ajudam a olhar para situações do dia a dia com atenção e a perceber que o enfrentamento ao racismo também passa pela reflexão a respeito das nossas próprias atitudes”, comenta.

Já o coordenador do curso Técnico em Eletrotécnica, Gilberto Bueno da Rosa, destaca que os diferentes pontos de vista dos participantes têm enriquecido os encontros. “Nós como pessoas negras trazemos a vivência diária relacionada ao racismo, e que está abrindo essas questões com um grande grupo, que também tem a participação de pessoas brancas que trazem essa contribuição de forma técnica, e que estão ali num momento de escuta desses depoimentos. Então eles começam a entender, além da questão apresentadas no livro da Djamila, que é uma autora preta, mas também a questão do racismo por meio das nossas vivências, e que não tinham essa leitura na condição de pessoa branca”, analisa.

Conforme Gilberto, ter um espaço para ser ouvido também representa uma oportunidade de construir soluções e estratégias para combater o racismo de forma cada vez mais efetiva dentro da instituição. “É um momento de fala da pessoa preta e uma escuta qualificada da pessoa branca de colocar em xeque, muitas vezes aquilo que ela pensava a respeito de como se dava a questão do racismo. Acho que cada encontro tem sido muito valioso para cada um de nós”, analisa.

Para a coordenadora do curso de Psicologia do Unibave, Vandreça Vigarani Durigon, a iniciativa é necessária diante do papel desempenhado pela Universidade na sociedade. “A Universidade desempenha um papel fundamental na produção de conhecimento, na formação cidadã e na promoção da transformação social. Por isso, é imprescindível discutir acerca das diversas formas de racismo que se estabelecem nos espaços sociais e institucionais”, destaca.

Segundo Vandreça, o trabalho desenvolvido pelo grupo busca ir além do estudo e da discussão sobre o tema. “O grupo favorece o diálogo, a escuta e a conscientização coletiva. Para além de um grupo de estudo, esse coletivo pretende colaborar com ações de identificação e desconstrução de estruturas que reproduzem a discriminação racial”, completa.