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Formação Continuada do Unibave aborda inclusão e anticapacitismo no ensino superior

11 de fevereiro de 2026 -
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O segundo dia da Formação Continuada do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), realizado em 10 de fevereiro, no Centro de Vivências, foi marcado por reflexões a respeito da inclusão e acessibilidade no ensino superior. Professores da instituição participaram da palestra com a psicóloga educacional Karla Garcia Luiz, servidora do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e pesquisadora na área dos Estudos da Deficiência.

Mulher e mãe com deficiência, Karla compartilhou sua trajetória acadêmica e profissional, aliando vivências pessoais a fundamentos teóricos. Durante a palestra, abordou práticas de educação inclusiva e a importância do enfrentamento ao capacitismo no contexto universitário.

“Foi um prazer estar aqui e espero que vocês contribuam para que possamos construir um espaço mais inclusivo para todos”, afirmou a psicóloga formada pela Universidade Católica de Santos (Unisantos), com mestrado e doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Na avaliação da assessora do Núcleo de Apoio à Acessibilidade (NAC) do Unibave, Sara da Silva Böger, o momento foi fundamental para sensibilizar e instrumentalizar os docentes. “Foi uma experiência importante para refletirmos sobre acessibilidade, direitos das pessoas com deficiência no ensino superior e sobre o enfrentamento ao capacitismo no dia a dia. A palestra trouxe vivências e conceitos que nos ajudam a conhecer melhor nossos estudantes, compreender suas necessidades e fortalecer o protagonismo deles nesse processo de inclusão”, disse.

Compromisso institucional

Conforme a assessora do Núcleo de Apoio à Acessibilidade (NAC) do Unibave, Sara da Silva Böger, falar de inclusão na instituição vai além de estruturas físicas. “Quando falamos em acessibilidade e inclusão no Unibave, não estamos tratando apenas de rampas, elevadores ou intérpretes de Libras. Estamos falando de um compromisso institucional com o acesso, a permanência e o sucesso acadêmico dos nossos estudantes”, destacou, a também psicóloga em seu discurso de abertura.

Ele lembrou que a inclusão faz parte da missão institucional e está prevista nos principais documentos da instituição, como o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs).

O NAC foi criado em 2016, vinculado à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação. O objetivo central é reduzir barreiras físicas, pedagógicas, comunicacionais, tecnológicas, sociais e atitudinais. A atuação ocorre no apoio direto ao estudante, com atendimentos individualizados, acompanhamento pedagógico e psicopedagógico e organização do Plano de Desenvolvimento Acadêmico individualizado.

A segunda frente de apoio é ao professor, com orientações a respeito das adequações metodológicas, estratégias de avaliação, organização de materiais e manejo pedagógico em sala de aula. “É importante reforçar que o NAC não substitui o trabalho do professor. Ele assessora, orienta e constrói junto”, explicou Sara.