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Evento no Unibave marca Mês do Orgulho LGBTQIAPN+ com roda de conversa sobre cuidado integral

01 de julho de 2025 -
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O Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) promoveu, na noite desta segunda-feira, dia 30, um evento especial em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIAPN+. A ação foi organizada pelos Núcleos de Pesquisa e Extensão NEAS, NEPE e NUPEDI, reunindo acadêmicos, professores e profissionais para dialogar sobre o cuidado integral à população LGBTQIAPN+, com foco nas áreas da saúde, direito e educação.

A atividade foi conduzida em formato de roda de conversa, tendo como eixo central a apresentação do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do psicólogo Deyvid Vicente Medeiros (CRP 12/27552), intitulado “A percepção da população LGBT sobre a política de saúde integral em um município do Sul de Santa Catarina”. O enfermeiro da Unidade de Saúde São Roque, em Orleans, Renan Hilário, também participou, compartilhando relatos de sua experiência com o atendimento especializado à população LGBTQIAPN+.

As discussões destacaram a importância de compreender as questões de gênero e sexualidade de forma interseccional, considerando também marcadores como classe, raça, deficiência, território e idade. Os participantes refletiram sobre os desafios ainda presentes na superação do preconceito e na construção de políticas públicas realmente efetivas.

O evento reafirmou o compromisso da Universidade com a promoção de espaços de escuta, acolhimento e formação crítica. Entre os encaminhamentos, foi reforçada a urgência de fortalecer as práticas de pesquisa e extensão voltadas às demandas da população LGBTQIAPN+, além de rever processos de trabalho que possibilitem avanços reais no cuidado integral.

Para a psicóloga e professora Adriana Zomer, o debate levanta questões fundamentais e humanitárias. “Somos atravessados por valores que são estereotipados, estigmatizados, violentos e desrespeitosos, que passam pela ideia de pecado. Esse movimento faz com que a gente produza rupturas e vá transformando a sociedade em algo mais justo, equânime e que respeite as individualidades — o que, por sua vez, desemboca na saúde, na escola. Um diálogo franco, onde as pessoas possam falar de si, das suas necessidades, dos seus medos, das suas angústias”, comentou.

A coordenadora do curso de Psicologia, Vandreça Vigarani Durigon, reforçou o papel da formação acadêmica no combate à exclusão. “Ações como essa são fundamentais durante o processo de formação, para promovermos uma formação coerente com as demandas sociais. Que nossos acadêmicos sejam, de fato, os profissionais que atuarão como agentes de mudança, promovendo saúde, eliminando estigmas, preconceitos e violências”, afirmou.