Envelhecer LGBT é tema da segunda edição do CinePsique
24 de julho de 2026 - Psicologia
O Centro Acadêmico Adriana Zomer, do curso de Psicologia do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), organizou, na segunda-feira (15/06), a segunda edição do CinePsique. Os estudantes acompanharam a exibição do documentário Tiana Cardial e, em seguida, participaram de uma palestra com a advogada Myrella Olivia e, de forma remota, com o psicólogo Hubert Beck, que promoveram reflexões sobre o tema.
Tiana Cardial é reconhecida como a travesti mais velha do Brasil e celebra 93 anos como uma personagem símbolo de resistência, coragem e longevidade. O curta foi produzido e roteirizado pelo jornalista Yuri Alves Fernandes e está disponível no canal do YouTube do #Colabora.
Para Myrella Olivia, o debate é importante dentro da universidade porque o envelhecimento da população LGBTQIA+ ainda é pouco discutido. “Começar a pautar e pensar a velhice LGBTQIA+ também é um avanço, sobretudo no curso de Psicologia, mas também nos outros cursos”, avalia a advogada.
Hubert Beck abordou a percepção negativa que ainda existe sobre o envelhecimento nas relações e subjetividades homoafetivas. Segundo o presidente do Centro Acadêmico, Gabriel José, o psicólogo comparou esse processo à realidade vivenciada por pessoas heterossexuais e cisgênero. “Ele fez uma reflexão sobre como pessoas LGBTQIA+ precisam encontrar referências para viver um envelhecimento saudável e que faça sentido diante das condições em que nossas vivências estão inseridas”, comentou.
Conforme a coordenadora do curso de Psicologia, Vandreça Vigarani Durigon, tratar do envelhecimento da população LGBTQIA+ vai além do debate sobre o avanço da idade. “É denunciar uma estrutura social que, historicamente, ignora, silencia e invisibiliza essas existências. Pautar essa discussão no ambiente acadêmico é muito valioso, pois precisamos preparar os futuros profissionais para uma atuação ética e coerente com as demandas sociais, reconhecendo e respeitando a diversidade em suas múltiplas expressões”, analisa a professora, que também reconheceu a iniciativa do Centro Acadêmico pela organização do evento.







