Encontro debate sobre Psicologia e Práticas Integrativas e Complementares
19 de junho de 2019 - Alunos Comunidade CursosNa sexta-feira, dia 14, acadêmicos, professores e egressos do curso de Psicologia do Centro Universitário Barriga Verde – Unibave e profissionais da Psicologia promoveram um encontro para debater sobre a Psicologia e as Práticas Integrativas e Complementares – PIC´s. A discussão foi medida pelo psicólogo Marcos Antunes, Conselheiro do CRP-12, que promoveu reflexões importantes acerca da inserção do profissional nesse contexto.
Conforme a Lei nº19.785 de 20 de dezembro de 2018, “consideram-se práticas integrativas e complementares em saúde, para efeitos desta Lei, tratamentos que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, por meio de tecnologias alternativas e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade”.
São 29 modalidades de PIC´s, dentre elas estão a acupuntura, biodança, naturopatia, quiropaxia, reiki, yoga, aromaterapia, constelação familiar, dentre outras. Esses métodos não contemplam a ciência psicológica, pois abordam questões espirituais, naturais, religiosas, ou seja, tratamentos ou métodos alternativos que não são previstos pelo fazer do psicólogo. Por isso, há um sério equívoco ao reconhecer as PIC´s como atividade do psicólogo.
A Psicologia é uma ciência e, portanto, enquanto profissão deve guiar-se pelo seu código de ética, que dentre as suas exigências, veda ao psicólogo “induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas funções profissionais”.
A coordenadora do curso de Psicologia do Unibave pontua que não está sendo negada a eficiência da utilização das PIC´s. “O que se está propondo é uma reflexão e orientação acerca da inserção do psicólogo nesse contexto, o que pode incidir em sérias infrações quanto a sua atuação profissional”, explica. “Foi uma oportunidade significativa, com debates e esclarecimentos importantes sobre o fazer da Psicologia. O ParticiPsi cumpre uma função importantíssima, aproximando a comunidade acadêmica e profissional de discussões relevantes para a formação e atuação profissional”, conclui.


