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Egressa do curso de Direito volta ao Unibave para atuar no Núcleo de Apoio a Acessibilidade - NAC

30 de outubro de 2019 - ,

Tamara Padilha é egressa do curso de Direito do Centro Universitário Barriga – Unibave e retornou para a instituição para atuar no Núcleo de Apoio a Acessibilidade – NAC. Ela já teve outras experiências profissionais e atua como advogada autônoma também. Determinada, a deficiência visual nunca a impediu de lutar por uma sociedade mais igualitária.

Mesmo persistente, Tamara reconhece que a inclusão de Pessoa com Deficiência – PcD no mercado de trabalho ainda é uma questão muito difícil. “Existe muito preconceito e a desinformação faz com que as pessoas desenvolvam a ideia de que algumas coisas não são possíveis para uma pessoa que tem deficiência, sem ao menos consultá-la para ver se é possível mesmo. É como sempre digo, na teoria a inclusão vem de uma forma muito boa, mas na prática aparece  frases como ‘ah, mas tem que fazer isso e não é possível adaptar’. E isso não vem só de empregadores, mas sim da sociedade”, pontua, lembrando ainda que há muitas empresas que dão oportunidades para PcD quebrando paradigmas. “E o Unibave é um exemplo disso”, observa.

Conhecedora dessa realidade, ela pontua que a busca pela inclusão é um trabalho em longo prazo. “É preciso ir à luta mesmo, conversar, debater, apresentar sobre deficiência e mostrar para as pessoas que todos nós somos diferentes. Alguns tem uma diferença que se destaca mais, como uma deficiência, mas lá no fundo cada um trabalha de uma maneira diferente. Sempre que apresento falas para grupos, tenho a oportunidade de conversar com alguém, mostrar a realidade e vejo que aquilo mudou um pouco o pensamento sobre mim, já fico feliz”, comenta.

Questionada o preconceito é inibidor para PcD, a jovem replica com um sim direto e contextualiza duas situações. “Muitas vezes, a pessoa com deficiência cansa de lutar contra a maré e acha mais fácil se acomodar ali no cantinho excluído que designaram para ela ao invés de acordar enfrentando batalhas todos os dias. E, algumas muitas vezes, nem chegam a lutar, pois nascem em uma sociedade preconceituosa que lhes diz que elas não podem e acreditam nisso”, considera. “E se nós mesmos não acreditamos em nós, quem irá? Eu tive a sorte de ter uma família que jamais me questionou se eu podia e sempre me incentivaram”, completa.

O apoio da família como pilar

“Outro dia, em uma entrevista com estagiários do curso de Psicologia sobre pessoa com deficiência, questionaram o que meus pais disseram quando falei que queria ir para a faculdade. E aquilo foi uma pergunta um tanto chocante para mim e me fez refletir, porque nunca teve isso de surpresa quanto ao fato de eu querer ir para a faculdade, desde muito nova a frase era ‘quando você for para a faculdade’. E aí naquele momento me percebi uma pessoa privilegiada, porque minha família sempre acreditou em mim e em minha capacidade. Uma oportunidade que infelizmente nem todos recebem”, reflete.

Tamara ainda considera a família é a grande incentivadora de uma pessoa com deficiência. “O primeiro contato de uma criança é a família e ela que vai impulsionar para o mundo. Então todos precisamos de incentivo familiar, mas no caso da pessoa com deficiência acaba sendo ainda mais marcante porque a sociedade já vai pré-julgar, e se a família não estiver ali lutando ao lado, mostrando que não é nada disso, as coisas ficam difíceis”, finaliza a advogada.