>
InicioInstitucionalNotícias › Alunos da Escola Barriga Verde participam de roda de conversa sobre tropeirismo

Notícias

Alunos da Escola Barriga Verde participam de roda de conversa sobre tropeirismo

20 de setembro de 2019 -
A- A+

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio da Escola Barriga Verde – EBV – por meio da disciplina de Geografia, lecionada pela professora Tayse Borghezan Nicoladelli – tiveram uma aula diferente. A cultura e a história local foram ressaltadas por meio de uma roda de conversa, realizada nesta sexta-feira, dia 20, no Museu ao Ar Livre Princesa Isabel.

Na oportunidade, diante dos estudos sobre a formação territorial do Brasil, a professora e mestranda Márcia Preve foi convidada para falar sobre o tropeirismo, um ciclo econômico importante para configuração espacial do Brasil e da nossa região no passado. Márcia é mestranda da Universidade do Estado de Santa Catarina em Ensino de História e sua pesquisa em andamento é sobre o tropeirismo como movimento econômico e social e as heranças culturais que essa atividade deixou na história de Orleans.

Foi ressaltada a importância da Serra do Imaruí como elo entre Planalto Serrano e Litoral Sul catarinense. “Foi através dela que um intenso intercâmbio econômico e cultural foi possível. Ela permitiu muito mais do que a realização de trocas comerciais, mas o encontro entre diferentes pessoas e seus modos de vida”, pontua pesquisadora sobre a Serra do Imaruí.

Segundo a Márcia, o objetivo da sua pesquisa é proporcionar um conteúdo didático capaz de trabalhar a história local a partir de diferentes análises sobre variadas fontes históricas. O material será chamado de “Bruaca da História”, em referência à um artefato indispensável aos tropeiros.

“Um momento marcante da roda de conversa foi a participação do funcionário da instituição, Senhor Zé, que foi tropeiro e compartilhou lembranças e histórias do tempo que andava com as tropas. Ele contou sobre como era vida de um tropeiro, relembrando momentos marcantes de sua trajetória”, destaca a professora Tayse.

Ao final, os alunos, com seus instrumentos (gaita e violão), tocaram algumas músicas produzidas por artistas locais e regionais que retratam o tropeirismo.