Acadêmicos de Sistemas de Informação debatem perspectivas étnico-raciais e de gênero nas tecnologias digitais
06 de junho de 2025 - Cursos
Na quinta-feira, dia 5 de junho, os acadêmicos da 1ª fase do curso de Sistemas de Informação do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) assistiram a uma entrevista com o professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), Kabengele Munanga, como ponto de partida para refletirem sobre as tecnologias digitais e as questões étnico-raciais.
A atividade foi realizada durante a disciplina de Fundamentos Antropológicos e Sociológicos, ministrada pela professora Joélia Sizenando Balthazar. Ela destacou que ao tratar da educação, o professor Munanga enfatizou sua importância para a construção de uma sociedade antirracista. “É preciso uma educação que valorize as diferenças, que valorize a diversidade, que constitui a riqueza coletiva da humanidade”, afirma.
Munanga
Antropólogo e professor brasileiro-congolês, Munanga é especialista em antropologia da população afro-brasileira e tem uma trajetória marcada pela luta contra o racismo na sociedade brasileira. Em entrevista exibida, o professor abordou aspectos gerais sobre o racismo e, de forma ampla, a questão das diferenças. Também fez considerações importantes sobre o significado da palavra “raça”, além de discutir o conceito de racismo e suas relações com a noção de diferença.
Ele ainda abordou a biologização de aspectos como língua, cultura e criminalidade — com destaque para as ideias associadas à chamada “raça ariana” —, seguido de reflexões sobre as culturas negra, branca e amarela e os processos de racialização. Embora não seja especialista em tecnologia, Munanga apresentou uma visão crítica e engajada que se aplica também a esse campo.
Joelia ainda explicou que ele defende que a educação, a representatividade e a ação social como fundamentais para que as tecnologias sejam utilizadas de maneira ética e inclusiva, e que não sirvam para reproduzir ou ampliar desigualdades sociais, especialmente as relacionadas ao racismo.
