Professora do Unibave participa de oficina a respeito do controle do javali no Parque Nacional de São Joaquim
23 de junho de 2026 - MedVet
A professora do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave), Camila Zomer Spindola, participou da oficina “Plano Específico de Prevenção, Erradicação, Controle e Monitoramento do Javali no Parque Nacional de São Joaquim”, realizada entre os dias 26 e 28 de maio, em Urubici. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com a parceria de diversas entidades da região. O objetivo do projeto é desenvolver estratégias para controlar os impactos causados pela presença do javali dentro da unidade de conservação e em áreas do entorno.
Durante os três dias de atividades, os participantes acompanharam apresentações técnicas, discutiram ações de manejo e estabeleceram acordos para a realização de futuras oficinas de monitoramento. O encontro reuniu pesquisadores, órgãos de fiscalização e representantes da comunidade, fortalecendo a integração entre diferentes setores envolvidos no enfrentamento da espécie invasora.
Para a professora Camila, a participação em iniciativas como essa contribui para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as ações de conservação ambiental desenvolvidas na região. “A troca de experiências entre pesquisadores, órgãos públicos e comunidade é fundamental para construir estratégias eficientes de controle e monitoramento”, destaca.
O Parque Nacional de São Joaquim é uma unidade de conservação federal com aproximadamente 49,8 mil hectares, abrangendo os municípios de Bom Jardim da Serra, Grão-Pará, Lauro Müller, Orleans e Urubici.
Impactos do javali
Considerado uma das cem piores espécies exóticas invasoras do mundo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), o javali (Sus scrofa) provoca diversos impactos ambientais, econômicos e sanitários.
Entre os principais prejuízos causados pela espécie estão os danos à vegetação nativa, impactos sobre a fauna silvestre, destruição de habitats e ninhos, assoreamento de rios, redução da qualidade da água de nascentes, alterações no solo com aumento dos processos erosivos e riscos à saúde pública, devido à transmissão de doenças por meio do consumo da carne ou da manipulação de carcaças de animais contaminados.
A participação do Unibave em discussões relacionadas ao tema reforça o compromisso da instituição com a formação de profissionais qualificados e com a preservação da biodiversidade regional.


