Ato marca o dia da Luta Antimanicomial no Unibave
26 de maio de 2022 - CursosOs acadêmicos do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave) realizaram um ato alusivo ao dia da Luta Antimanicomial, nesta quarta-feira (25/05). A data é lembrada nacionalmente no dia 18 de maio, mas, devido às condições climáticas, só foi possível acontecer na noite de ontem. Foram realizadas exposições e roda de conversa, a fim de buscar a conscientização e reflexão acerca dos cuidados em saúde mental.
Os alunos dos Cursos de Psicologia, Enfermagem e do Técnico em Enfermagem foram os responsáveis pela organização das atividades, com auxilio dos professores responsáveis, pelas disciplinas de Saúde Coletiva, Saúde da Mulher e do Homem, Processo de Cuidar em Saúde Mental, e Saúde Mental e Políticas Públicas.
Exposição
A programação contou com exposições organizadas pelos alunos da 5ª fase do Curso de Enfermagem e do Curso Técnico em Enfermagem, que utilizaram maquetes, cartazes, fotos e exposição viva. O objetivo foi promover a reflexão da comunidade acadêmica sobre a importância do cuidado em liberdade. As exposições ainda contaram com os quadros produzidos pelo artista Eder Paris de Lima, que é usuário do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Orleans.
De acordo com a professora Greice Lessa, os materiais produzidos pelos acadêmicos tiveram um papel estratégico de sensibilização da sociedade sobre os vários aspectos discriminatórios e os estigmas sociais que excluem pessoas por serem consideradas diferentes, doentes, enfermas, com transtorno mental.
Roda de Conversa
A 9ª fase do Curso de Psicologia organizou uma roda de conversa com a participação de usuários e profissionais do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) de Orleans. “O objetivo foi proporcionar aos acadêmicos a oportunidade de entender, na prática, como os serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico funcionam e fazem a diferença na vida dos usuários do serviço”, ressaltou a professora responsável pela atividade, Gabriela Fernandes Henrique.
A professora Gabriela ainda ressaltou que os profissionais presentes na atividade trouxeram uma reflexão sobre a importância da quebra de paradigmas quanto ao cuidado com a saúde mental e a importância dos movimentos sociais para que cada vez mais as pessoas se conscientizem da importância dos serviços voltados para a saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) e o quanto estes fazem a diferença na vida de quem está em sofrimento mental.
Uma paciente do serviço que esteve participando da roda de conversa relatou que gosta de ir ao CAPS. “Me sinto bem, ainda não tem grupo por conta do COVID, mas o atendimento da psicóloga, da psiquiatra e de todo mundo que trabalha lá fazem eu me sentir melhor”, disse.










