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Orientações Gerais

ORIENTAÇÕES GERAIS AOS PROFESSORES – ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS INCLUSIVAS

Baixa visão 

  • Ao entregar materiais impressos e avaliações, providencie material impresso com letras ampliadas. Verifique qual o melhor tamanho de letra para a sua capacidade visual.
  • Procure escrever no quadro com canetas de ponta grossa e de letra ampliada e procure ter boa organização no texto escrito. 
  • Verifique o tipo de iluminação e posicionamento da luz para evitar insuficiência, encadeamento e reflexos. 
  • Considere o melhor posicionamento do aluno na sala de aula (posição e ângulo para o docente, quadro, colegas).
  • Procure ao máximo descrever verbalmente os procedimentos realizados. Lembre-se que a audição é uma grande aliada do aluno com baixa visão. Explique, com palavras, as tarefas que for realizar. 
  • Favoreça o acesso do aluno ao livro, texto didático em tipos ampliados. A biblioteca e o NAC podem auxilá-lo(a) com este procedimento. Procure disponibilizar este material com antecedência.
  • Dê mais tempo para o aluno cumprir as tarefas ou diminua o número de exercícios, caso seja necessário. 
  • Verbalize as etapas de um exercício, evitando expressões como “lá”, “aqui”. 
  • Nas apresentações em datashow tome cuidado com o uso das cores, contraste, tamanhos de fonte e imagem.

 Cego 

  • Busque estratégias diferenciadas para o trabalho com seus alunos, viabilizando a imaginação, a criatividade e outros canais de percepção e expressão (tátil, auditiva, olfativa, gustativa, cinestésica e vestibular), além da reflexão, da manipulação e exploração dos objetos de conhecimento. 
  • Permita, durante as aulas, o uso do gravador de áudio, da máquina de escrever braille, de computador com programas sintetizadores de voz e ledores de texto. 
  • Dê mais tempo para o aluno cumprir suas tarefas e diminua o número de exercícios e/ou textos, caso seja necessário.   
  • Sempre que for possível, disponibilize ao estudante cego os textos em formato digital bem como os slides e filmes utilizados durante a aula para que, através dos recursos de Tecnologia Assistiva, este estudante tenha mais acessibilidade ao conteúdo trabalhado.
  • Solicite à turma a compreensão de que é necessário o respeito da fala dos colegas, de modo que o estudante com cegueira possa ouvir, com clareza, a contribuição de todos.
  • Compreenda que o excesso de ruídos na sala provoca incômodo ao discente cego, pois o mesmo se utiliza muito da via auditiva
  • para a apreensão do contexto.
  • Fique atento quanto à utilização de vídeos e/ou documentários, possibilite a audiodescrição do material utilizado.

Deficiência Auditiva

  • Fale claramente, de frente para a pessoa, tomando cuidado para dedicar visível sua boca. Procure falar pausadamente, mantendo contato visual, pois se desviar o olhar ele poderá entender que a conversa acabou. Fale articuladamente, movimentando bem os lábios, evitando colocar objetos ou a própria mão na boca, para não atrapalhar a leitura labial.
  • Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
  • Fale com expressão. Estas pessoas não podem ouvir as mudanças sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu corpo.
  • Ao conversar, toque levemente seu braço para a pessoa perceber que você quer falar-lhe. Mantenha o contato visual. Do contrário, a pessoa pensará que a conversa acabou.
  • Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, peça para que ele escreva o que deseja.
  • Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, nunca ao intérprete.
  • Utilize linguagem de sinais, avisos visuais e, se for exibir um filme, opte por filmes legendados ou providencie um resumo do filme.
  • Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em linguagem de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa.

Surdez

  • Valorizar, na correção de provas discursivas e de redação, o aspecto semântico do texto sobre o aspecto formal (com base no decreto nº 5.626/05);
  • Fornecer ao Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) o plano de curso, assim como os materiais impressos que serão utilizados na disciplina, para que o mesmo possa se preparar com antecedência para a interpretação durante a aula;
  • Fornecer, com antecedência, ao estudante o plano de curso do componente curricular, assim como cópias dos meios visuais que serão utilizados em aula, para auxiliar o acompanhamento do conteúdo;
  • Dar preferência para que o estudante sente na frente durante a aula;
  • Evitar explanar enquanto estiver de costas ou escrevendo na lousa e procurar dirigir a palavra ao estudante;
  • Falar diretamente ao estudante, mesmo quando houver intérprete de LIBRAS na sala;
  • Utilizar materiais concretos, visuais para o desenvolvimento da aula;
  • Utilizar recursos audiovisuais com legenda, visando possibilitar ao estudante o acompanhamento do vídeo de forma visual;
  • Comunicar as instruções gerais de trabalhos acadêmicos também por escrito;
  • Apresentar antecipadamente, na lousa ou impresso, um esboço da exposição oral a ser feita, visto que diferentemente dos discentes ouvintes, os surdos não tem como anotar comentários durante a exposição oral por necessitar estar sempre atento ao intérprete.

Deficiência Física 

  • Oferecer ajuda e aguardar que o estudante com deficiência física diga como proceder.
  • Procurar sentar-se, durante conversas longas, ficando no mesmo nível do olhar do estudante usuário da cadeira de rodas.
  • Evitar estacionar seu automóvel em frente a rampas ou em locais reservados aos estudantes com deficiência. Manusear a cadeira de rodas em “marcha ré” sempre que for ajudar o estudante com deficiência física a descer rampas ou degraus, evitando que o mesmo perca o equilíbrio e caia para frente.
  • Acompanhar o ritmo da marcha do estudante usuário da muleta, tomando cuidado para não tropeçar nas muletas. Colaborar na acomodação do estudante usuário de muletas de modo que estas estejam sempre ao alcance de suas mãos.
  • Organizar a sala de aula, preferencialmente em semicírculo, permitindo a mobilidade do estudante em cadeira de rodas.

* Adaptado de: Núcleo de Políticas de Inclusão (NUPI/UFRB) http://www1.ufrb.edu.br/nupi/index.php